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Guia da ilha das Flores: lagoas, cascatas e Rocha dos Bordões

A ilha mais ocidental da Europa é toda água e falésias verdes: lagoas em crateras, dezenas de cascatas e uma parede de basalto como tubos de órgão. Como planear uma viagem às Flores.

Flores

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Atualizado em 18 de outubro de 2026
A Rocha dos Bordões, nas Flores, uma encosta de altas colunas verticais de basalto

Fotografia: Fbatistaphoto · CC BY-SA 4.0

As Flores, juntamente com o pequeno Corvo, formam o Grupo Ocidental dos Açores, e o seu extremo oeste é o ponto mais ocidental da Europa. É uma das ilhas mais verdes do arquipélago, e é a água que a torna especial: lagoas em crateras no planalto central, ribeiras que dele descem e cascatas que se despenham pelas falésias. As Flores entraram na Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO a 27 de maio de 2009.

Como chegar e como circular

As Flores têm aeroporto e estão entre os destinos servidos a partir de Ponta Delgada, e a SATA Air Açores liga-as também ao Corvo. A ilha tem cerca de 17 km de comprimento, e as principais povoações são Santa Cruz das Flores, na costa leste, e Lajes das Flores, no sul. As estradas têm muitas curvas, por isso reserve tempo extra entre paragens.

As lagoas das crateras

Sete crateras vulcânicas das Flores albergam hoje lagoas. No planalto central, a Caldeira Negra, também chamada Caldeira Funda, é a mais profunda, com cerca de 105 m, e a Caldeira Comprida, a Caldeira Branca e a Caldeira Seca ficam ali perto. Mais a sul, a Caldeira Rasa e outra Caldeira Funda estão lado a lado a alturas diferentes, e a Caldeira da Lomba fica isolada, rodeada de hortênsias. O Morro Alto, o ponto mais alto da ilha, com 911 m, oferece uma vista ampla sobre o planalto quando as nuvens levantam.

Rocha dos Bordões

É o ex-líbris da ilha: uma encosta de altas colunas verticais de basalto que lembram os tubos de um órgão. Musgo e líquenes cobrem a rocha, por isso a sua cor muda com a luz e o tempo. Volte a outra hora do dia e poderá parecer outra rocha.

A costa das cascatas da Fajã Grande

Entre a Fajãzinha e a Fajã Grande, na costa oeste, uma longa falésia verde reúne quase vinte cascatas, sendo a mais alta a da Ribeira Grande, com cerca de 300 m. No sopé da falésia há poços permanentes como o Poço do Bacalhau e o Poço da Alagoinha, também conhecido como Lagoa dos Patos. Uma caminhada até ao sopé da falésia leva-o perto das quedas de água, e os poços convidam a um mergulho fresco.

Dica local

Depois de chuva forte, as cascatas estão no seu auge, mas os caminhos ficam escorregadios. Mantenha-se afastado da base das falésias íngremes e consulte a previsão do tempo antes de sair.

Para uma visão mais ampla da natureza da ilha, o Parque Natural gere o Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão e mantém vários trilhos pedestres nas suas áreas protegidas.

Uma escapada ao Corvo

O Corvo fica logo do outro lado do canal. A Atlânticoline assegura uma ligação marítima regular entre as duas ilhas, e há também voos. As travessias dependem do estado do mar e da época, por isso guarde um dia de folga nos seus planos caso uma viagem de barco ou um voo seja cancelado.

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